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terça-feira, março 13, 2007

Parlamento francês troca Windows por Ubuntu

SÃO PAULO - A Assembléia Nacional da França anunciou, esta semana, que migrará seus PCs para Linux Ubuntu. A decisão foi aprovada pela direção de TI da Assembléia, após pedidos de deputados franceses e de relatório de uma consultoria independente que apontou vantagens na migração para software livre. Com a decisão, o parlamento francês vai migrar os 1154 desktops usados pelos parlamentares franceses e seus assessores para plataforma Linux. O processo de migração custará US$ 110 mil, valor que inclui gastos com treinamento de pessoal. Os autores do pedido de migração, os deputados Richard Cazenave and Bernard Carayon, do partido da União pelos Movimentos Populares argumentam que a medida é benéfica para a França. Os deputados afirmam que o software livre diminuirá os gastos do parlamento com licenças, além de diminuir a dependência da Assembléia do uso de tecnologia proprietária, cujo acesso ao código-fonte não é público. A migração dos PCs da Assembléia da França será realizada pelas empresas Linagora e Unilog, que venceram licitação pública. O processo de migração deverá ocorrer ao longo do mês de julho.

MS propõe novo formato para substituir JPEG

SÃO PAULO - A MS anunciou, esta semana, que vai encaminhar para órgãos de regulação seu formato HD Photo. A Microsoft vai apresentar pedido para que o padrão HD Photo, desenvolvido pela empresa, torne-se aberto a qualquer fabricante de software e tenha suas características básicas padronizadas por órgãos de regulação da produção de software. Inicialmente chamado de Windows Media Photo, o padrão promete ser mais eficaz em gravar imagens de qualidade com maior compactação. De acordo com a Microsoft, o HD Photo pode compactar um arquivo de imagem em até metade do tamanho de um arquivo JPEG similar. Com a padronização do formato, a MS espera tornar sua tecnologia popular em aplicativos de diversos fabricantes e licenciar a tecnologia para produtores de máquinas digitais, celulares e outros dispositivos. O HD Photo deve concorrer ainda com o JPEG 2000, versão mais avançada do padrão JPEG, ainda não popularizada na internet e aplicativos de edição de imagem. Entre as características do HD Photo, está a opção por parte do usuário de selecionar o modo “sem perdas” (lossless) e lossy (com perdas). A primeira opção mantém todas as características da imagem original, porém gera um arquivo maior. Já a segunda, permite a perda de alguns detalhes para imagem para favorecer a maior compressão do arquivo. Entre os grandes fabricantes de software, além da própria Microsoft, a Adobe já anunciou que vai suportar o formato.

E-mail do iG será Gmail

O iG teve a idéia do ano: vai adotar a plataforma do Google para os seus serviços, a começar pelo e-mail.Feita a migração, as cerca de 8 milhões de pessoas que usam o correio eletrônico do iG terão um Gmail à sua disposição - com a única diferença da marca, que continuará sendo a do iG.Outros serviços do portal também vão usar a plataforma do Google, e se beneficiar de suas constantes inovações. Um dos pontos altos do pacote é o Picasa, o melhor aplicativo para fotos para leigos e amadores light. A idéia do acordo com o Google, segundo Caio Túlio, o presidente do iG, é aproveitar o melhor da tecnologia existente e investir no que não se pode comprar. Faz todo sentido, não faz?A operação de migração será gigantesca. Você se lembra do Zipmail, o primeiro e-mail de sucesso no Brasil, e seus pesadelos? Pelo volume de e-mails, o desafio será maior agora para Décio Sonohara, o CIO do iG - mas os recursos hoje em dia e a experiência também são maiores. Boa sorte para ele!

sábado, março 10, 2007

Teste WGA “entrega” usuário à Microsoft


SÃO PAULO – A ferramenta WGA, que testa se o Windows é legítimo, avisa a Microsoft quando o usuário cancela sua instalação. A descoberta foi feita pela empresa alemã Heise Security. A nova versão do teste Windows Genuine Advantage – WGA (ou, em português, Vantagens do Windows Original) está sendo distribuída pelo Windows Update. Quando o usuário cancela a instalação da ferramenta, informações sobre a máquina são enviadas à Microsoft. Aparentemente, tudo bem. Mas há dois detalhes sutis: primeiro, a Microsoft não avisa ao usuário que está coletando dados na máquina dele. Depois, segundo a Heise, os dados coletados permitem identificar o usuário. A Heise consultou a Microsoft, que deu uma explicação. A coleta de dados seria apenas para aperfeiçoar a ferramenta de teste. A empresa só não disse por que não avisa ao usuário sobre o envio, e muito menos pede a ele uma autorização antes de remeter os dados.